quinta-feira, 30 de junho de 2016

CALOTEIRO, DEVEDOR.






caloteiro
adjetivo substantivo masculino
infrm.
  1. 1.
    que ou aquele que não paga conta(s) ou dívida(s), esp. quando de forma proposital ou de maneira sistemática.
  2. 2.
    p.ext. diz-se de ou indivíduo enganador, malandro, que vive de expedientes.




devedor
ô/
adjetivo substantivo masculino
  1. 1.
    que ou o que está em débito.
    "conta d."
  2. 2.
    cont que ou aquele que é titular de obrigação ou conta devedora.





ARTE: SIM, HOJE TEM MÚSICA.





quarta-feira, 29 de junho de 2016

ARTE: MÚSICA, ZECA BALEIRO






ARTE: BASQUIAT PARA QUEM?







ARTE: LUCRO?






Maya Angelou e Basquiat juntos: a infância sem 
medo
Roberto Almeida | Garatujas Fantasticas – fonte: operamundi
"As imagens de Maya com as pinceladas duras e assustadoras de Basquiat, criam uma narrativa de que o medo e o terror está nos olhos de quem os vê"
  
O viver com imensa intensidade une as histórias da escritora Maya Angelou e do pintor Jean-Michel Basquiat. Maya, que morreu dia 28 de maio, aos 86 anos, escreveu nada menos que 7 (sete!) autobiografias. E Basquiat, expoente da arte urbana novaiorquina, morreu precocemente em 1988, aos 27 anos, quando experimentava o sucesso. A união artística de ambos, em um raro livro para crianças, virou uma explosão de cores e sentimentos – mesmo que escritora e pintor não tenham trabalhado juntos originalmente.

Life Doesn’t Frighten Me (ou A vida não me assusta), sem tradução ou edição no Brasil, foi uma aposta de Sara Jane Boyers, da editora Stewart, Tabori & Chang, de Nova York. Ela combinou o famoso poema de Maya, que reflete sua força para encarar a luta por direitos civis, com as telas coloridas e, ao mesmo tempo, soturnas de Basquiat. O resultado é tocante para qualquer idade. O livro foi publicado em 1993 e, uma pena, não ganhou edições posteriores.

Maya transmite a ideia que a vida vale a pena, e que é preciso despojar sentimentos negativos para construir uma sensação de plenitude e coragem. Para isso, ela usa imagens diretas, como “dragões cuspindo fogo nos meus lençóis”, “leões soltos”, “cães latindo em alto volume”, “fantasmões em nuvens”, “sombras nas paredes / barulhos no corredor”, que aproximam o leitor de experiências pessoais problemáticas.

Após cada verso que descreve o medo, ela repete: Life doesn’t frighten me at all (A vida não me assusta nem um pouco).

As imagens de Maya, lado a lado com as pinceladas duras e assustadoras de Basquiat, criam uma narrativa de que o medo e o terror está nos olhos de quem os vê. E apontam para uma faceta alegre e pueril em desvendar suas origens. Afinal, de onde vêm nossos medos? E como surge nossa coragem em decifrá-los? A solução, para Maya, parece partir do princípio da aceitação da vida como um grande campo de descobertas e enfrentamento.

Ela diz: “I go boo / Make them shoo / I make fun / Way they run / I won’t cry / So they fly / I just smile / They go wild / Life doesn’t frighten me at all.” Ou, em tradução livre: “Eu protesto / Me livro do resto / Eu me divirto / Eles fogem / Não vou chorar / Eles voam / Abro um sorriso / Eles se desesperam / A vida não me assusta nem um pouco".
A ligação de versos como esses é quase umbilical com as pinturas de Basquiat, especialmente se a gente exaltar a história do pintor. Filho de um haitiano com uma porto-riquenha, ele desenhou e pintou desde criança – seus professores já viam muito potencial no menino. Depois de fugir de casa, ainda bastante jovem, começou a grafitar e sempre manteve um pé na infância em suas obras.

Para ilustrar bem o encontro da força de Maya com a energia de Basquiat, encontramos uma narração linda de uma garota de 10 anos do poema de Maya com as imagens do livro. Vale a pena ouvir e admirar a combinação dos versos com as obras. Uma bela homenagem a ambos, que fizeram história no campo artístico e dos direitos civis.



sábado, 11 de junho de 2016

PARA A LEI DA MORDAÇA É LER MAIS E NÃO FICAR CALADO E LUTAR SEMPRE



Primeira edição de 'O capital', de Karl Marx, irá a leilão em Londres
Livro leva assinatura do autor e foi dada para seu amigo Johann Eccarius.
Obra deve atingir entre US$ 115 mil e US$ 173 mil, segundo casa de leilões.
Da Agência Efe
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Uma peculiar primeira edição da obra "O Capital", de Karl Marx (1818-1883), que leva a assinatura do autor e foi dada para seu amigo Johann Eccarius, será leiloada pela casa Bonham de Londres em 15 de junho.
Segundo Bonham, a peça tem um preço estimado de saída de entre 80 mil e 120 mil libras (US$ 115 mil e US$ 173 mil) e será vendida em uma jornada dedicada a livros e manuscritos.
"Esta é uma sensacional e importante cópia de um livro que mudou o mundo. Tanto Marx como Eccarius foram figuras importantes durante o difícil nascimento do comunismo e desfrutaram de uma relação pessoal estreita durante muitos anos até que o ciúmes e as diferenças políticas os separaram", afirmou hoje o especialista em livros da casa de leilões Simon Roberts.
A peça leva data de 18 de setembro de 1867, quatro dias depois da publicação do primeiro volume, e é uma das poucas cópias que sobreviveram, segundo indicou Bonham.
"O capital", um tratado de crítica das ciências econômicas, é formado por três volumes, dos quais o primeiro foi publicado em vida de Marx, mas os outros dois, elaborados por seu amigo e colaborador Friedrich Engels a partir das notas do autor, apareceram em 1885 e 1894.
Eccarius (1818-1889) foi um alfaiate que se uniu ao grupo britânica da Liga dos Justos, organização revolucionária apoiada por alemães que tinham emigrado em 1839.
Em 1846, Marx e Engels, que viviam então em Bruxelas, foram convidados a se unir à Liga, e um ano depois assistiram ao segundo congresso da organização em Londres, onde conheceram Eccarius.
Marx ficou muito amigo de Eccarius, mas, por volta de 1870, a relação tornou-se difícil depois que o autor de "O capital" lhe acusou de assumir o crédito de suas ideias em artigos jornalísticos.