sábado, 25 de outubro de 2014

JOANA D'ARC

Artistas também entram em greve na França
Reforma no setor e ameaças aos direitos trabalhistas motivam a greve que ameaça o festival de teatro mais tradicional do país

A greve dos ferroviários franceses completa nesta quinta-feira, 10 dias. A paralisação é contra a reforma que está sendo discutida no Parlamento e pode abrir um processo de privatização da empresa pública SNCF.
A reforma proposta pelo primeiro-ministro é um projeto da União Europeia que pretende abrir o setor para a “concorrência internacional”.
Além dos ferroviários paralisaram as atividades os artistas temporários do teatro, música dança, televisão e cinema que se opõem a mudanças em seu regime seguro-desemprego. As greves ameaçam o Festival de Avignon, tem 67 edições, e atraem milhares de turistas ao país nesta época do ano e está previsto para ocorrer em 4 de julho. A greve já foi responsável pela suspensão de dezenas de shows.
As paralisações empurraram um setor do Partido Socialista, partido do governo de François Hollande, à esquerda. Um mês atrás 41 deputados se recusaram a votar o Programa de Estabilidade que inclui cortes de 50 milhões de euros em três anos. A mesma recusa pode se repetir agora, com as propostas do primeiro-ministro, Manuel Valls.
Os ferroviários, e outros setores em luta, demarcam bem que sua luta é contra os planos de austeridade que representam uma nova onda ainda mais forte do neoliberalismo.



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