Artistas também entram em greve na
França
Reforma no setor e ameaças aos
direitos trabalhistas motivam a greve que ameaça o festival de teatro mais
tradicional do país
A greve dos ferroviários franceses
completa nesta quinta-feira, 10 dias. A paralisação é contra a reforma que está
sendo discutida no Parlamento e pode abrir um processo de privatização da
empresa pública SNCF.
A reforma proposta pelo
primeiro-ministro é um projeto da União Europeia que pretende abrir o setor
para a “concorrência internacional”.
Além dos ferroviários paralisaram as
atividades os artistas temporários do teatro, música dança, televisão e cinema
que se opõem a mudanças em seu regime seguro-desemprego. As greves ameaçam o
Festival de Avignon, tem 67 edições, e atraem milhares de turistas ao país
nesta época do ano e está previsto para ocorrer em 4 de julho. A greve já foi
responsável pela suspensão de dezenas de shows.
As paralisações empurraram um setor
do Partido Socialista, partido do governo de François Hollande, à esquerda. Um
mês atrás 41 deputados se recusaram a votar o Programa de Estabilidade que
inclui cortes de 50 milhões de euros em três anos. A mesma recusa pode se
repetir agora, com as propostas do primeiro-ministro, Manuel Valls.
Os ferroviários, e outros setores em
luta, demarcam bem que sua luta é contra os planos de austeridade que
representam uma nova onda ainda mais forte do neoliberalismo.



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