terça-feira, 15 de maio de 2018






Quadro de mulher nua pintado por Modigliani é arrematado por US$ 157,2 milhões em leilão
Obra 'Nu couché (sur le coté gauche)' foi pintada em 1917.

Por France Presse
15/05/2018 - fonte globo
Um quadro do pintor italiano Amedeo Modigliani foi vendido nesta segunda-feira por US$ 157,2 milhões pela Casa Sotheby's de Nova York, o que o torna a quarta obra de arte mais cara já leiloada.
Pintada em 1917, a obra de Modigliani "Nu couché (sur le coté gauche)" obteve o preço mais alto na história da Casa Sotheby's e foi a estrela da temporada de leilões em Nova York.
Com 147 x 89 cm, a pintura foi a estrela da recente retrospectiva no Tate Modern de Londres.
Agora, Modigliani é superado apenas por Leonardo da Vinci, Pablo Picasso e por ele mesmo, já que a venda desta segunda-feira não superou os US$ 170,4 milhões pagos por outro nu do artista italiano, em leilão da Casa Christie's em 2015.
Modigliani reinventou o nu para a era moderna e quando sua série de pinturas foi exibida pela primeira vez, em 1917, foi considerada tão chocante que a polícia fechou a exposição, em Paris.
O artista italiano concluiu 22 nus recostados e 13 sentados entre 1916 e 1919, e a maioria está em museus, como o de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, mas o quadro vendido nesta segunda-feira é o único que mostra todo o corpo da modelo, da cabeça aos pés.





O EDITOR DESTE, PEDE DESCULPAS AOS LEITORES E SEGUIDORES, POIS O MESMO PASSOU POR PROCEDIMENTO CIRÚRGICO E ESTAR EM FASE DE  RECUPERAÇÃO. MAS AS ATIVIDADES ESTÃO DE VOLTA.

UM ABRAÇO FORTE E MUITO OBRIGADO.
O EDITOR

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PÃO E CIRCO





Política do Pão e Circo




política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Esta frase tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.) e no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com o alimento e o divertimento.
Com a sua gradual expansão, o Império Romano tornou-se um estado rico, cosmopolita, e sua capital, Roma, tornou-se o centro de praticamente todos os acontecimentos sociais, políticos e culturais na época de seu auge. Isso fez naturalmente com que a cidade se expandisse, com gente vindo das mais diferentes regiões em busca de uma vida melhor. Como acontece até hoje em qualquer parte do mundo, pessoas humildes e de poucas condições financeiras iam se acotovelando nas periferias de Roma, em habitações com conforto mínimo, espaço reduzido, de pouco ou nenhum saneamento básico, e que eram exploradas em empregos de muito trabalho braçal e pouco retorno financeiro.
Esses ingredientes, em qualquer sociedade são perfeitos para detonarem revoltas sociais de grandes dimensões. Para evitar isso, os imperadores optaram por uma solução paliativa, que envolvia a distribuição de cereais, e a promoção de vários eventos para entreter e distrair o povo dos problemas mais sérios na fundação da sociedade romana.
Assim, nos tempos de crise, em especial no tempo do Império, as autoridades acalmavam o povo com a a construção de enormes arenas, nas quais realizavam-se sangrentos espetáculos envolvendo gladiadores, animais ferozes, corridas de bigas, quadrigas, acrobacias, bandas, espetáculos com palhaços, artistas de teatro e corridas de cavalo. Outro costume dos imperadores era a distribuição de cereais mensalmente no Pórtico de Minucius. Basicamente, estes "presentes" ao povo romano garantia que a plebe não morresse de fome e tampouco de aborrecimento. A vantagem de tal prática era que, ao mesmo tempo em que a população ficava contente e apaziguada, a popularidade do imperador entre os mais humildes ficava consolidada.
Para os espetáculos eram reservados aproximadamente 182 dias no ano (para cada dia útil havia um ou dois dias de feriado). Os espetáculos que foram se desenvolvendo em cada uma dessas férias romanas, tinham sua origem na religião. Os romanos nunca deixavam de cumprir as solenidades, porém não mais as compreendiam e os festejos foram deixando de ter um caráter sagrado e passando a saciar somente os prazeres de quem os assistia.

Bibliografia:
DIAS, Anderson. Política do Pão e Circo. Disponível em 
http://www.parafrasear.net/2007/11/poltica-do-po-e-circo.html. Acesso em: 09 abr. 2012.
A política do Pão e Circo.. Disponível em 
http://www.stum.com.br/blog/blog.asp?id=8514. Acesso em: 09 abr. 2012.

http://www.infoescola.com/historia/politica-do-pao-e-circo/





sexta-feira, 17 de março de 2017

A ARTE ... VIVA ALPHA BLONDY


AOS BASTARDOS DO BRASIL, QUE QUEREM TORNAR OS BRASILEIROS BASTARDOS TAMBÉM. REFORMA DA PREVIDÊNCIA? REFORMA TRABALHISTA? PURA ENGANAÇÃO.

AVANTE POVO BRASILEIRO, VAMOS, VAMOS IMPEDIR A CONTINUAÇÃO DESTE MOVIMENTO DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA DESTE PAÍS.

ESTA É MAIS UMA REFORMA DO MAL.

sexta-feira, 3 de março de 2017

ARTE: CAPITALISMO.


Uma paisagem de Klimt inflama a licitação em $ 56,900,000. NÃO ESTAS, FOI OUTRA


LEILÃO - estimado $ 45 milhões, Tabela Bauerngarten (Blumengarten) do artista austríaco quebrou o recorde mundial para uma paisagem na Sotheby na sua venda noite 01 de março, em Londres.
Esta é uma soma astronômica, o terceiro mais alto preço para uma obra de arte vendida em leilão na Europa Gustav Klimt e o recorde mundial para uma paisagem pelo artista: $ 56,9 milhões. Este é o montante investido para adquirir a paisagem do mestre austríaco Bauerngarten (Blumengarten) oferecidos em leilão para a venda de noite arte impressionista, moderna e surrealista Sotheby, em Londres, Quarta-feira, 1 de Março. Um preço mais elevado do que a estimativa de US $ 45 milhões em cima da mesa.

Este Klimt foi a peça-chave da venda. Durante cinco anos, o mercado não tinha visto pinturas do artista desta qualidade. A pintura, datada de 1907, é a melhor época do pintor austríaco simbolista, aquela em que ele se encontra com o jovem Egon Schiele ele vai muito mais influência.

O "Bauerngarten" (Blumengarten) Klimt durante o leilão na Sotheby em Londres em 1 de Março
Sotheby era naturalmente muito satisfeitos com este resultado: "Uma das melhores obras do artista nunca submetidos a leilões de incêndio, Bauerngarten, pintado em 1907, apareceu no mercado, esta noite, depois de mentir dentro ' uma coleção particular desde 1994. foi recentemente revelado na Royal Academy of Arts, em Londres, por ocasião da exposição Pintura moderna do Jardim, que foi um grande sucesso ", comentou a casa de leilões disse em um comunicado.


Outra obra de Klimt, Menina na folha resultou em um grande leilão de batalha. Antes de ser levado para 5,3 milhões, o dobro da estimativa mais alta, a fundação do museu austríaco Gustav Klimt Viena em 1900. A venda totalizaram 240, US $ 8 milhões, registrando um aumento de 108% em relação ao ano passado, com uma taxa vendeu lote de 88,9%.



tradutor google
fonte; le figaro,  Por Valérie Sasportas 
  



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SALVADOR EM 3D'ALÍ




O fascínio de Dalí para as três dimensões em uma exposição
Museu Figueres reúne seis dípticos criados entre 1972 e 1978

O fascínio de Salvador Dalí para a criação de ilusões de óptica usando a ciência ea tecnologia se reflete na exposição temporária que abriu quinta-feira no Teatro-Museu em Figueres (Alt Empordà). Dalí. Estereoscopia. A pintura em três dimensões em conjunto seis dípticos, ou seja, seis pares de óleos estereoscópicas criados entre 1972 e 1978, com o qual os visitantes podem ver os resultados surpreendentes das invenções Empordà gênio ", de pequeno guiado por sua obsessão para ensinar relógio, criar diferentes ilusões da realidade e fazer as pessoas olharem para diferentes formas de ver a realidade. "

.Os Inovações técnicas em óptica estavam muito interessados ​​em que o artista, bem como descobertas biológicas relacionadas com o mundo da matemática. No final de 1964 centra-se na investigação do chifre de rinoceronte e curvas logarítmicas derivados e estrutura dos olhos de moscas. Isso o levou a dizer que, graças a esta pesquisa descobre pintura em três dimensões.

O catalisador foi as obras do pintor e gravador holandês Baroque Gerrit Dou (1613-1675), que descobriu uma exposição Dali em Paris, que tinha feito cópias de suas pinturas. Segundo o ex-diretor do museu, Antoni Pitxot do artista Girona estava convencido de que não era meras cópias, mas teve que admirar os quadros juntos. O varejo estudado e descobriu que havia pequenas diferenças entre eles. Em algum ponto, comprou duas obras de Dou: A visita do médico e bordador, também conhecido como Retrato da mãe de Rembrandt. O estudo da obra de técnica Dou e estereoscópica o levou a concluir que este autor usou lentes especiais e espelhos para criar uma única pintura, e tornou-se o iniciador desta técnica.

Diferentes pontos focais

O estereoscópica ocorre "quando duas imagens quase idêntica, mas com um ponto de vista diferente focal adaptar à visão dos olhos. A visão de um olho é diferente do outro, de modo que com a ajuda de dispositivos diferentes do cérebro acrescenta as duas imagens e criar a ilusão de profundidade ou terceira dimensão ", disse quinta-feira Montse Aguer , diretor dos museus Dali.

A partir deste início, Dali percebe pares de pinturas, o que representa uma imagem quase idêntica, mas divergindo pontos focais para produzir efeitos tridimensionais no olho de quem vê. Para conseguir um relé perfeita move ligeiramente entre cada imagem em relação ao olho do observador; nunca são duas cópias idênticas. As cores das imagens mudam, às vezes bastante óbvio.

Os visitantes poderão ver seis exemplos de óleos sobre tela desta técnica, embora se saiba, nunca foi em exibição em conjunto. Entre as obras estão Dalí Levantar a pele do Mediterrâneo para mostrar Gala do Nascimento de Venus, 1978; A estrutura do DNA, 1975-76, de acordo com "Las Meninas" de Velázquez, em torno de 1975-76, inspirado pelo pintor sevilhano que disse que "ele tinha um tipo de pintura fotográfica." Ao lado de cada composição são dispositivos instalados que permitem visualização tridimensional. "Temos adaptado ao século XXI os mecanismos propostos na Dalí anos setenta para assistir estereoscópica seu trabalho", disse Aguer.

FONTE: EL PAÍS MARTA RODRÍGUEZ

Tradutor google




domingo, 19 de fevereiro de 2017

RADUAN



Raduan Nassar: "Vivemos tempos sombrios"
por Redação — publicado 17/02/2017 11h00, última modificação 17/02/2017 09h44
Em seu pronunciamento na entrega do Prêmio Camões de literatura, o escritor critica o golpe, o governo Temer e o STF. Leia a íntegra

Às dez e meia da manhã desta sexta-feira 17, o escritor Raduan Nassar subiu ao palco montado no Museu Lasar Segall, em São Paulo, para receber o Prêmio Camões de 2016, honraria concedida pelos governos do Brasil e Portugal e um dos principais reconhecimentos da literatura em língua portuguesa. Nassar ofereceu à plateia o seguinte discurso:
Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral.
Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício.
Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall.
Saudações a todos os convidados.
Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua.  
Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos.
Portanto, Sr.Embaixador, muito obrigado a Portugal.
Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil.
Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.
Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal.
Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.
Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.
Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas
É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.
 O golpe estava consumado!
 Não há como ficar calado.
 Obrigado

 Fonte: Carta Capital

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

RESISTÊNCIA POR NADA



Metropolitan libera os direitos de 375.000 imagens de suas obras
Acordo do museu de Nova York com “Creative Commons” permite fazer download, usar e modificar o conteúdo do catálogo
EL PAÍS
Museu Metropolitano de Nova York (Met), uma das instituições de arte mais importantes do mundo, anunciou na última terça-feira, através de um comunicado, sua decisão de liberar cerca de 375.000 obras de seu catálogo digital como imagens de domínio público. Graças a essa nova política de acesso, as peças já estão disponíveis online sob uma licença Creative Commons Zero (CC0), que permite a qualquer pessoa baixar, usar e modificar as obras sem restrições e sem precisar atribuí-las ao autor original.
Ao contrário de uma iniciativa de 2014, pela qual o museu deu acesso na web às peças agora liberadas, com essa licença os usuários poderão se apropriar delas sem necessidade de obter permissões ou quotas. O catálogo inclui um grande leque de obras em alta resolução, de esculturas até gravuras, fotografias e pinturas.
O diretor do museu, Thomas P. Campbell, explica que essa mudança transforma o Museu Metropolitano em “uma das maiores e mais diversificadas coleções de acesso aberto do mundo”, abrangendo 5.000 anos de história da arte de todo o mundo. Seu conteúdo é, como explica o Met, produto de horas de trabalho dedicadas a digitalizar o catálogo do museu na íntegra, 147 anos. Um rigoroso trabalho feito por fotógrafos, técnicos, curadores e até mesmo estagiários que passaram por suas salas.
Nomes como BotticelliDegasHokusai e Rodin são alguns que vão aparecer nesse banco de dados que levará o Met a se juntar à lista de museus com coleções digitais sob licença CC0. É encabeçada pelo Walters Art Museum, da cidade de Baltimore, que em 2012 adotou a mesma política ao liberar cerca de 18.000 imagens. Foi seguido por instituições como o Rijksmuseum de Amsterdã, a Tate Gallery de Londres e, mais recentemente, pelo MoMA de Nova York, com 120.000 imagens.
Loic Tallon, diretor digital do museu, comentou que esta decisão é “um emocionante marco na evolução digital do Met”. Isso é corroborado pelas novas colaborações anunciadas pelo museu na mesma terça-feira. Creative Commons não será o único aliado: também vai contar com a ajuda de outras entidades como a Biblioteca Digital Pública dos Estados Unidos, Artstor, Wikimedia e Pinterest. Juntos, vão trabalhar no projeto do museu para conseguir expandir seu público além dos 30 milhões de usuários que já visitam seu site, abrindo as portas digitais para todos os públicos possíveis.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DIREITA, VOLVER

São Paulo está matando a própria cultura', diz curador alemão de arte urbana


Clarissa Neher | Deutsche Welle | São Paulo - 27/01/2017 - 18h01
Curadores e colecionadores de arte urbana consideram iniciativa da prefeitura de apagar grafites uma forma de censura; cidade é referência mundial, com obras que entraram para a História da arte  

A iniciativa do prefeito João Doria de apagar grafites em São Paulo causou indignação entre artistas e têm impulsionado protestos na cidade. Especialistas em arte urbana ouvidos pela DW Brasil consideram a medida uma forma de censura e criticam a ausência de embasamento técnico para a decisão.

"São Paulo está matando sua própria cultura", diz o curador alemão e especialista em arte urbana não-autorizada Robert Kaltenhäuser. "Talvez se lerá sobre isso nos livros de história no futuro, assim como hoje lemos sobre a tentativa dos fascistas de eliminar a arte moderna considerada 'degenerada'. Talvez os murais terão que ser restaurados por milhões daqui a 20 anos."
Já durante a campanha eleitoral, Doria anunciou que iria combater as pichações. Ao tomar posse, o tucano instituiu o programa Cidade Linda e mandou pintar de cinza muros que expunham grafites. O programa da prefeitura acabou com o maior mural de grafite a céu aberto da América Latina, na Avenida 23 de Maio.
Do dia para a noite, obras de cerca de 200 grafiteiros na avenida foram cobertas de cinza. O projeto artístico, encomendado pelo ex-prefeito Fernando Haddad, custou 1 milhão de reais. Apenas oito obras foram preservadas. Segundo a prefeitura, foram apagadas pinturas que estariam danificadas devido à ação de pichadores e do tempo.
Para o diretor da Galeria Kronsbein, de Munique, Valeri Lalov, uma decisão como essa só poderia ter sido tomada após uma avaliação sobre as obras feita por especialistas. A análise deveria abordar aspectos como autor, significado e mensagem da arte, além de verificar se realmente os desenhos estavam danificados e poderiam ser apagados.


Grafiteiros em SP: 'não há nenhuma cidade no mundo que tenha atualmente tanto significado para a arte urbana global como São Paulo', diz Robert Kaltenhäuser
O colecionador alemão de arte urbana Rik Reinking, avalia a iniciativa da prefeitura de São Paulo como um claro sinal. "Infelizmente, um sinal na direção errada, pois se trata, primeiramente, de censura ao pensamento livre e à criatividade", destaca o especialista, que possui obras de artistas brasileiros de renome, como Os Gêmeos, Vitché e Herbert Baglione.

Grafite como arte
São Paulo é considerada a capital mundial do grafite. Dela saíram muitos artistas consagrados internacionalmente, como Os Gêmeos, Eduardo Kobra, Nunca (Francisco Rodrigues da Silva), Zezão, Vitché, Herbert Baglione e Tinho (Walter Nomura).
"Além de Nova York, não há nenhuma cidade no mundo que tenha atualmente tanto significado para a arte urbana global como São Paulo", afirma Kaltenhäuser, acrescentando que na cidade brasileira foram criadas novas formas de grafite que inclusive já entraram para a História da arte.
O grafite moderno surgiu no fim da década de 1960, nos Estados Unidos, e usava basicamente a escrita como forma de manifestação. Em meados da década de 1980, esse estilo tornou-se um fenômeno em Nova York, com a publicação de livros e filmes sobre o tema. Nesta época, foi consagrado um dos artistas mais conhecidos da cena, o norte-americano Jean-Michel Basquiat.
A partir de meados de 1990, foram desenvolvidas novas técnicas artísticas, incluindo a redescoberta do mural – com pinturas de grande extensão e motivos variados. E, neste desenvolvimento, o Brasil e principalmente artistas de São Paulo, como Os Gêmeos, têm um papel fundamental. 
De acordo com Kaltenhäuser, o desenvolvimento desta técnica no país está relacionado às dificuldades de acesso à tinta de spray, no final dos anos 1980. Para superar essa barreira, artistas urbanos brasileiros passaram a usar tinta látex para pintar grandes superfícies, inspiradas na cultura popular latino-americana.
Acesso ao público
No caminho inverso ao de São Paulo, outras metrópoles mundiais, como Londres, Nova York e Berlim, usam a arte de rua para promover o turismo – apesar de proibirem grafite em espaços não-autorizados.
Na capital alemã, por exemplo, a página da própria prefeitura na internet oferece dicas de passeios destacando obras de grafiteiros de renome presentes na cidade, incluindo um mural de Os Gêmeos. Neste ano, será inaugurado ainda na capital alemã um grande museu de arte urbana contemporânea, o Urban Nation.
Em 2013, Frankfurt promoveu uma grande exposição a céu aberto com artistas urbanos brasileiros. Nunca, Zezão, Tinho, Jana Joana, Vitché, Alexandre Orion, Herbert Baglione, entre outros, coloriram a cidade com suas obras. Há murais de brasileiros em outras cidades alemãs, como Munique e Wupertal.
A diretora do Museu Urban Nation, Yasha Young, destaca que o principal diferencial deste tipo de manifestação artística é a sua aproximação e seu diálogo direto com o público.
"Nenhuma outra forma de arte é tão próxima das ruas, dos bairros e dos seus moradores. A arte urbana não segue objetivos comerciais, ela estimula a reflexão, além de inspirar, embelezar, irritar, movimentar, unir e ser vista por todos. Assim, por meio de posições artísticas, são transmitidas a um público amplo mensagens críticas da sociedade sobre acontecimentos mundiais atuais", afirma Young.
Inspirada em Miami
Sob críticas, a prefeitura de São Paulo alega que o projeto Cidade Linda visa valorizar a arte urbana na cidade e reservará espaços autorizados para essa prática. Doria anunciou que pretende criar um grafitódromo inspirado num projeto de Miami. Para o curador alemão Kaltenhäuser, a ideia é absurda.
"São Paulo foi a inspiração para o projeto de Miami, cidade que não tem tradição em arte urbana. Ele quer destruir algo nativo para copiar uma cópia do modelo da sua própria cidade. Seria como se a Alemanha resolvesse destruir todas as cervejarias daqui para importar o modelo dos Estados Unidos", argumentou Kaltenhäuser.
Apesar de condenar a decisão de apagar grafites, o especialista acredita que ela pode ser vista também com um novo desafio para a arte.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

MÚSICA PARA AS FESTAS

COMO SUGESTÃO:


BOAS FESTAS





O editor deseja aos visitantes e seguidores boas festas e feliz 2017.
Valeu, muito obrigado pelos emails, dicas, sugestões comentários e críticas positivas.
Abraços Fraterno e Amigo

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ARTE: FREDDIE MERCURY MORREU HÁ 25 ANOS



Freddie Mercury morreu há 25 anos, suas canções sobrevivem muito bem.
 Há 25 anos, quarto de um século o mundo da música viu desaparecer uma de suas mais belas estrelas. Voltar para o maior sucesso do artista extraordinário. Tubos que, para alguns experimentando a posteridade incrível.
Vinte e cinco anos desde que Freddie Mercury desapareceu. Quem já não cantarolava uma música do Queen, grupo do qual ele era o líder? Começando com o título imortal, nós somos os campeões? Farrokh Bulsara, seu nome real, marcou a história da música em apenas vinte anos de carreira com a banda de rock britânica legendária, a rainha.
Embora ele fez dois álbuns solo, Mr. Bad Guy em 1985 e Barcelona em 1988, é o sucesso global da formação Inglês que lhe permitiu forjar sua lenda. modelo excentricidade Mercury era mais do que um cantor. Um símbolo digno representante de uma geração oprimida pelas convenções e códigos tradicionais. Ele vai encarnar perfeitamente as revoluções culturais do seu tempo.
Rainha, alcançado há menos de cinco álbuns, cada vez, um tipo de mágica, um toque mágico. Uma vítima do seu próprio sucesso e, especialmente AIDS, Freddie Mercury começa a sofrer as dores da doença no início da década de 1990, morreu em 24 de novembro de 1991, apenas 45 anos.

Com um imenso talento, o cantor deixa para trás uma bela discografia, que continua a inspirar novas gerações de artistas.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

É TUDO GENTE FINA, MEU ADVOGADO JURA. II




Pensão paga a Agripino “desmoraliza noção de republicanismo”, afirma procurador da República
Valor de R$ 30.471,11 recebidos mensalmente pelo senador, a título de “pensão especial de ex-governador”, não eram contabilizadas na base de cálculo de seu teto salarial

Atendendo à ação do Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN), a Justiça Federal determinou que a União observe o teto constitucional quando do pagamento dos subsídios de senador da República a José Agripino Maia, considerando também para o cômputo da limitação o valor da pensão eletiva de ex-Governador. Os R$ 30.471,11 recebidos mensalmente pelo senador, a título de “pensão especial de ex-governador”, não eram contabilizadas na base de cálculo de seu teto salarial. O político já recebe R$ 33.763 de subsídio pelo cargo no Senado. As duas fontes totalizam R$ 64.234,11, valor 90,2% acima do limite constitucional, que atualmente é de R$ 33.763.
Com a decisão, o senador poderá escolher sobre qual das fontes de renda será descontado o valor irregularmente recebido. Caso ele não faça a opção, o Senado deverá descontar do subsídio o valor que ultrapassa o teto e repassar apenas a diferença que resta para o alcance do limite constitucional – R$ 3.291,89 –, enquanto a “pensão especial” continuar sendo paga a José Agripino. Isso sem considerar os demais descontos legais. O senador ainda poderá recorrer da decisão.
O teto salarial está previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal e foi regulamentado em 4 de junho de 1998 pelo Congresso Nacional, por meio da Emenda Constitucional nº 19. A partir daquela data, as remunerações dos servidores públicos, inclusive quando provenientes de mais de uma fonte, não poderiam ultrapassar o subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que hoje é de R$ 33.763, o mesmo valor do atual subsídio dos senadores.
Desde então, os vencimentos de José Agripino, somando o subsídio e a “pensão especial”, ultrapassam o teto e desrespeitam a Constituição. O senador recebe a “pensão especial” vitalícia de ex-governador desde 1986 quando deixou o governo, após seu primeiro mandato. Os vencimentos equivalem aos dos chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estadual da ativa e o pagamento só foi interrompido entre março de 1991 e março de 1994, quando ele voltou a ocupar o cargo de governador do Rio Grande do Norte. O pedido de devolução dos recursos recebidos irregularmente nos últimos cinco anos não foi deferido pela Justiça Federal.
Pensão – Para o procurador da República Kleber Martins – autor da ação juntamente com os procuradores Rodrigo Telles, Victor Mariz, Fernando Rocha e Cibele Benevides -, “mais do que exótica, a mencionada pensão (de ex-governador) desmoraliza a própria noção de republicanismo, porque condenou o pobre povo potiguar a conceder a José Agripino Maia, por todo o resto de sua vida, um valor mensal equivalente às mais altas remunerações dos servidores públicos estaduais”.
No entender do representante do MPF, ainda mais grave é o fato de a pensão ser paga sem ter havido qualquer contrapartida, seja “a prestação de um serviço ao Estado – já que, pelo exercício do mandato de governador, aquele já havia recebido os salários respectivos no período – e nem mesmo o aporte de contribuições previdenciárias”.
O Ministério Público Estadual já constatou, inclusive, que o pagamento do benefício teve início sem sequer ter sido instaurado um processo administrativo. O MP/RN vem contestando a pensão na Justiça Estadual, através da Ação Civil Pública n° 0802742-42.2014.8.20.00001, que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal.
Já a ação do MPF tramita na Justiça Federal sob o número 0804429-59.2016.4.05.8400.

 fonte: agora rn